Gostaria de, antes de qualquer coisa, pedir desculpas às pessoas que gostam de ler posts escritos de forma totalmente correta. Meu primeiro post não será assim... Irei escrever como se eu estivesse ao seu lado, retratando minha vida, e retratando as mudanças que nela existiram.
Como é possível em dois anos, a vida de uma pessoa mudar por completo? É, infelizmente muita pessoas vêem suas vidas se deteriorarem em muito menos tempo. Por isso, apesar de tudo, tento me sentir privilegiado.
Tudo começou em 2008, quando o casamento do meu pai com minha mãe estava sofrendo fortes abalos.
Em 2006 ou 2005, eu encontrei um refúgio, o play. Eu descia todos os fins de semana, para junto aos meus amigos,para brincarmos de RPG ou fazer outras coisas que pudessem atrasar mais minha vida.
Em 2008, João Pedro, filho do zelador do prédio, teve que sair do prédio, pois seu pai havia sido demitido. Isso foi quase o fim. Eu amava tanto aquele prédio. Durante tanto tempo de reprovação, vinda de todas as partes, foram as pessoas do play que me acolheram, e o João Pedro, era quem uniu todos nós. Não vou negar, quando seu pai foi demitido, e ele teve que sair do prédio, eu, Victor Hugo e Luan, não tínhamos mais tesão para descer e brincar...
Em dezembro de 2008, meu pai resolveu se separar da minha mãe, alegando que seria melhor para todos:
"Meu filho, assim eu vou poder dar mais atenção a vocês, serei um pai melhor." Quanta baboseira.. Mal sabia, que depois de dois anos, ele as vezes só me veria de quinze em quinze dias.
Minha mãe quase surto com a separação. Ela entrou, de fato, em depressão. É impossível imaginar minha mãe chorando, e é uma sorte de vocês. Pois não sabem o que é ver uma mulher super animada, não sair da cama. Nem pra almoçar.
2009 Começou e não me lembro de coisas muito relevantes. Acho que apenas tenho que destacar alguns comentários de pessoas da minha família que causaram impacto:
"Ai Iraí (nome do meu pai)... Bom que você não está morando mais no Méier. Você não combina com bairro dividido por linha de trem." Minha tia.
" Minha querida avó, a única coisa que importa na separação, é que meu tio esteja bem. O resto (eu, Victor, Anna) é resto." Minha prima.
Meu avô Javan, pai de minha mãe, conseguiu suprir bem, a falta do meu pai. Ele ligava quase duas vezes por dia. Era uma ótima pesoa. Íamos pra casa dele, no grajaú, todo o domingo para almoçar.
Eu estava no 9º ano, e ia fazer prova pra CEFET, por isso, minha mãe me colocou em um curso preparatório aos sábados.
4 de Julho de 2009. Eu havia acabado de acordar quando o telefone tocou. Minha mãe atendeu e pouco tempo depois desligou:
"Sua avó Ineyde(Mãe de meu pai)... Ela parece que está passando mal." Por sorte, ou azar, meu irmão estava dormindo na casa do meu avô Javan. Ligamos correndo pra ele. O Victor estava no primeiro ano da faculdade de medicina, não sabia nada. Porém foi do mesmo jeito. E eu... Sem poder fazer nada, fui para meu curso. Quando cheguei lá, não demorou muito para me ligarem e pedirem para eu ser liberado mais cedo. Quando saí do curso, meu pai estava esperando com o carro, ainda ligado, na frente do colégio. Ele me pegou, e fomos até metade do caminho em silêncio. Até que eu perguntei:
"Pai... Minha avó? (...)"
"Ela... foi para um lugar melhor. Agora ela pode andar direito e..." Não continuou. Estava prestes a começar a chorar, mas preferiu segurar o choro. Bobo. Mal sabe ele que todos choram.
Quando cheguei na casa da minha avó, ela estava deitada no sofá, minha mãe ajudando a vesti-la, meu irmão se culpando por não ter tido como ajuda-la, Minha tia ( a legal ) abraçada com as roupas de minha avó, em seu quarto.
Depois de alguns problemas familiares, fui para a casa do meu avó e resolvi dormir lá. No dia seguinte iria ter a cremação de minha avó. Até meu tio, irmão de minha mãe,veio.
No dia seguinte todos foram a cremação. Foi bem simples. Minha duas tias muito tristes, meu pai e até minha mãe chorava.
Porém qual o motivo desse dia ser tão importante? Não... A cremação não era importante. O importante, era que nessa noite, nós fomos dormir às 3:00 AM. O motivo?! Bem...
Kátia, a empregada do meu avô, nos ligou no fim da cremação:
''Dona Anna, é o senhor Javan... Ele está passando mal."
Fomos direto para a casa do meu avô, no Grajaú. Ligamos pra o médico dele, e o médico, depois de termos dado os sintomas disse:
"Pode ser um derrame. Leve-o a um hospital." E foi assim que fizemos. O levamos para o "Quinta door". De lá, só fomos sair às 22:00.
Nós estávamos de mudança programada para o próximo mês. Nosso apartamento dá de frente para onde meu avô morava. Adoramos o apartamento de cara. Sabíamos que seria aquele. Pensem comigo... Boa localização, um apartamento com uma laje e... perto de ap. do meu avô. O que mais pedir?
Ele foi para o... esqueci o nome. Era um hospital feio, mas era particular. Estava em obra. '-' Mas ok..
Ele foi pro CTI.
Isso foi em um domingo, na terça - feira, ele foi para o quarto, e podíamos ir visita-lo. Eu fui.
Quarta-feira também fui. Quinta ele recebeu, de manhã, a notícia que sábado seria liberado. Minha mãe não queria que eu fosse visita-lo na quinta, pois depois ele iria pra casa, mas fui sem ela querer. No dia seguinte eu tinha TVS de História, e aproveitei para estudar com ele. Foi muito bom. Aprendi muita coisa. =)
Minha mãe chegou pra me levar e a última coisa que meu avô me disse foi:
"Getúlio Vargas era um pilantra." Eu ri.
No dia seguinte às 4:30 da manhã, meu avô mais amado falecera. [Lembrem-se, estou aqui escrevendo o que eu vi, não o que aconteceu.]. Ele faleceu, pois a médica receitou um remédio errado para ele.
Foi uma comoção. Perder dois avós em menos de uma semana, era demais. E o apartamento perfeito, que iríamos nos mudar, ficou gélido e sem graça. E sem meu refúgio, o que eu faria?
Houve o enterro. Hoje em dia, nós rimos desse enterro. Mas depois eu conto.
Uma semana depois nós nos mudamos pra o apart em frente ao dele. Minha mãe, de fato, estava em depressão.
O ano acabou e tive que trocar de colégio. Que venha o Batista! Pessoas legais... Gostei.
2010 - Meu pai começou a namorar. Mais coisa ruim..
Setembro - O Halph faleceu... Mais tristeza. Por sorte, eu tive e tenho meus amigos para me ajudarem em momentos tensos. A eles eu sou grato.
Minha mãe também tem muitos e o Victor idem.
As mudanças em minha vida estão acontecendo a todo o estante.
Mas a vida é assim, devemos continuar seguindo em frente.
= ) Pedro Braga
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